lindíssima lua
lindíssima lua. tão clara
ilumina a minha alma
e enche meu peito de calma.
como o sorriso de Lara.
lindíssima lua. tão bela
toma a noite e irradia,
enche o céu com a poesia
do brilho dos olhos dela.
lindíssima lua. tão clara
ilumina a minha alma
e enche meu peito de calma.
como o sorriso de Lara.
lindíssima lua. tão bela
toma a noite e irradia,
enche o céu com a poesia
do brilho dos olhos dela.
tocou, ainda agora, aquela canção.
te trouxe a mim, assim, por meus ouvidos
e ecoou no meu oco coração.
parou para parir novos sentidos.
repetindo, de repente, seu refrão
traí versos que trago, retraídos.
escancarei seu cárcere no porão,
dei à luz os sonetos escondidos.
seus acordes me acordaram na prisão,
e também os meus versos esquecidos.
chegaram brisa e, breve, eram tufão
apagando os pagãos mal-entendidos,
reacendendo a brasa da paixão.
e lembrando que somos parecidos.
há um dito bonito do povo, não é novo, que alega:
"a boca só faz discurso sobre aquilo que o peito carrega".
só que tem a boca que se cala. nunca fala. e nem nega.
sorri seu sorriso de lado que, calado, se entrega.
your naked body plays in my dream
with a smile that your lips drew to me,
in the most beautiful scene that could be...
making me happy like I never have been.
teus olhos, de azul tão bonito...
como o mar que abraça uma ilha.
te amo. com amor infinito.
no teu abraço, renasço, minha filha.
eu queria saber tudo que é preciso
pra tornar o teu dia mais gostoso.
eu queria fazer parte do teu riso.
e queria ser motivo pro teu gozo.
talvez tu nem faças ideia desse amor que eu tenho por ti,
mas garanto que é o mais puro que já pude sentir por alguém.
a minha vida tomou rumo novo, no instante em que eu te vi.
nos teus olhos eu vi meu futuro e passei a querer-te. e o teu bem.
não sei se algum dia tu leste os poemas que te escrevi,
diversos encharcados do amor que nunca entreguei. a ninguém.
que Deus permita que os leia e conheças tudo o que eu senti.
que os versos desatem teu peito, e que possas amar-me também.
me perdi no teu vasto labirinto
enquanto eu seguia os teus passos.
talvez eu só sinta o que eu sinto
porque quero me achar. nos teus braços.
esse vício que tenho, amar-te,
deixa-me, seguidas vezes, sem rumo.
é tambem indiscreto estandarte
do que quero ocultar, mas assumo.
ignoro os meus fins de semana
desesperado, esperando um sinal
como aquele que implora por bardana
que lhe possa aliviar todo o mal.
mas teu silêncio impera, mais forte.
não retrocede ou esmorece. não cai.
sangra meu peito com preciso corte,
da infalível espada de um samurai.
a lua de hoje é só tua.
é a lua mais bela que vi.
a lua de hoje insinua
o amor que eu sinto por ti.
nos teus olhos moram os olhares que te lanço
e o teu peito guarda os versos que te escrevo.
te quero tanto mas, no entanto, não te alcanço
quase desisto mas, por amor, não me atrevo.
o amor vem quieto. e quieto permanece
no peito da gente, sossegado, adormecido.
até que um dia, por obra e graça do cupido
ele desperta. se agiganta. e acontece.
o coração da gente logo sente. estremece
e o mundo fica bem mais belo. e colorido.
duas vidas enveredam em um novo sentido
mais lindas, de mãos dadas. sob o sol que aquece.
sinto falta da tua voz.
nesse frio apartamento,
só eu e meu pensamento,
de novo e sempre. tão sós.
eu te amo.
teus olhos, lindos, um dia
encontraram os meus,
por pura sorte. ou magia.
ou por vontade de Deus
que descerrou, pra mim,
teus véus.
e escreveu o nosso fim,
nos céus.
só Ele o sabe.
não há quem possa prever
nossas escolhas futuras.
não há o que me faça sofrer.
nem mesmo as (tantas) quadraturas.
e se o teu saturno soturno
se opõe ao meu marte,
dificulta, incomoda.
mas não me impede de amar-te.
é preciso paciência. é preciso devoção.
para a densa poesia,
para a criptografia
da tua vênus em escorpião.
às vezes será ótimo.
às vezes, mais ou menos.
e às vezes vai falar alto meu marte.
em trígono com a tua vênus.
talvez um dia nossos caminhos se cruzem,
e sejam então, uma só,
as estrelas que nos conduzem.
mas não há promessa.
não há medo.
não há pressa.
e pra quem faz porque gosta,
não há nada que atrapalhe.
o tempo traz a resposta.
o resto é mero detalhe.
eu nunca deixei de te amar.
é como flanar
num domingo à tarde.
sem rumo, sem pressa.
sem alarde.
livre.
descalço,
sem camisa.
com a cumplicidade fraternal
da brisa.
é como sorrir com a lembrança
das aventuras,
travessuras,
dos meus tempos de criança.
é como se fosse
a primeira mordida
no doce.
o favorito.
ou como escutar o canto
mais bonito
dos pássaros
em sinfonia.
em sintonia.
é protagonizar
a poesia
de clarice.
é como se emocionar
com adiós nonino.
ou se encantar com improvável elástico
do rivelino.
é sublime. é único.
é divino.
assim é te amar.