trova tuiteira 078
lindo é o amor dito pelos sábios
e o discurso denso e erudito.
mas quero mesmo encontrar teus lábios,
num beijo lindo, puro. e infinito.
lindo é o amor dito pelos sábios
e o discurso denso e erudito.
mas quero mesmo encontrar teus lábios,
num beijo lindo, puro. e infinito.
no quarto escuro brilha o teu sorriso
mesmo à distância, sinto-te presente.
entre palavras, acho as que preciso.
e escrevo versos que falam da gente.
toda vez que meu sono aparece,
meu sonho é contigo. ao meu lado.
mas não é sempre que isso acontece...
então sigo sonhando. acordado.
Foi num dia de março.
Ainda verão, quase outono
Que acordei do meu sono,
Longo,
Profundo.
Como se depois de tanto tempo
Abrissem os meus olhos.
Me tirassem o capuz.
E diante de mim,
Tua beleza irradiante.
Tua luz.
Num piscar de olhos,
Os teus,
Despertei.
O nome do que senti,
Eu não sei.
Mas era bom.
E era forte.
Voltava eu, naquele instante,
Da morte.
Meu sangue, de novo, pulsava nas veias.
Tantas pessoas a nossa volta,
Todas alheias
Ao milagre divino,
À ressurreição.
Meu coração,
Outra vez vivo,
Quente.
E ao mesmo tempo,
Eu ali, dormente.
Atônito
Com a inimaginável
Experiência
De voltar a amar.
Ah! Moça linda,
Do sexto andar!
Quantas vezes fui te ver,
Sem nem ter o que falar…
Só pra sentir teu perfume.
E te escutar.
Naquele dia de março,
Meu amor, antes contido,
Ali, esparso.
No meio da sala,
Vertia.
Você falava,
Sorria.
Tuas palavras, me abraçavam,
E vinham aos meus ouvidos
Como poesia.
E minha interminável e solitária noite,
Virava dia.
enquanto tento o verso perfeito
que expresse o amor que eu sinto,
eu o guardo em silêncio no peito.
e sempre que eu calo, eu minto
amo
quando ela me ensina.
seus olhos brilham,
quais de uma menina.
ela discorre com a riqueza de um romance
sobre as mais peculiares
belezas da provence.
sinto o perfume
de cada palavra sua.
e a percebo
distraidamente
nua.
despida, por meros instantes
da armadura, do escudo.
agora, desimportantes.
amo,
quando ela me ensina.
ou quando me conta a sua vida
pregressa
de bailarina.
escuto atento
como sedento,
que precisa beber na sua fonte
de conhecimento.
ela me diz as coisas de
michel foucault
com a mesma intimidade
com que fala do avô.
e como eu amo
escutá-la!
meu peito se enche de força,
quando ela fala.
uvas, vinhos, sabores.
amo
quando ela me ensina.
seus dizeres, meus prazeres.
seu saber,
que ilumina.
quero abraçá-la.
quero beijá-la.
protegê-la.
e quero ser por toda a vida,
o seu melhor amigo.
não sei se ela deixa.
não sei se consigo.
ainda há pontes não construídas.
tomara, se forem um dia,
que liguem as nossas vidas.
em uma só poesia.
Nada me vale a cama mais macia
E quiçá tampouco os braços de morpheu.
Meu corpo exausto só descansaria
Se o teu olhar deitasse sobre o meu.
Je tiene à dire bonjour
Et envoyer vous des belles roses
Parce que tu es mon amour
Et je vous souhaite de bonnes choses.
no lugar da saudade, sorriso.
no lugar do medo, alegria.
no lugar do limbo, paraíso.
no lugar do nada, poesia.
às vezes me pergunto se é amor
e fico indeciso na resposta.
às vezes me pergunto se essa dor
é flor que dá no peito de quem gosta.
bom dia!
não me resta muita coisa
além da poesia.
que sequer é boa.
não tenho as palavras
do Pessoa.
mas se me falta - e como falta -
habilidade
sobra no meu peito
uma vontade
de pedir,
de implorar
- por piedade -
que te cuides.
talvez, não te percebas
importante.
mas não deixas de ser
um só instante.
peço todo dia
pros meus santos
(confesso que nem sei a quantos)
que virem alegrias
os teus prantos.
olhos como os teus,
desenhados à mão,
por Deus,
não são próprios pro choro.
tua boca,
de traços tão precisos,
é abrigo precioso.
pra sorrisos.
às vezes o caminho fica mais difícil.
às vezes só enxergamos
o precipício.
mas é nessa hora,
em que mal nos levantamos
do tropeço,
que o Grande Cara
nos permite um recomeço.
então, respira!
e tira essa angústia do teu peito!
as imperfeições do mundo,
que fazem ele perfeito...
lembra quanto és querida.
dá o primeiro passo,
toma o teu novo espaço.
vive tua nova vida!
o que falta pro mundo ser perfeito
é, à noite, você na minha cama,
dormindo encostada no meu peito,
sonhando os sonhos lindos de quem ama.
se eu pudesse eternizar
tua força e teu brilho,
seria com o teu olhar
nos olhos do nosso filho.
saudade que dói, incomoda,
me bate, me rói e me chuta.
saudade que hoje tá foda,
saudade que é filha da puta.
queria dar-te um presente
que usasses todo dia.
pensei em jóias,
perfumes,
mas preferi poesia.
leva contigo meus versos
pra qualquer canto do mundo
e abre só se quiseres,
como é comum às mulheres,
degustar um amor profundo.
os versos que vertem vivos
da pena com que escrevo
saberão ser incisivos
ao dizer-te o que não devo:
eu te amo mais que a tudo.
quero ver-te, ter-te. nua.
quero mais: que minha alma
seja pura, seja viva.
seja somente tua.