silêncio

7 de janeiro de 2012

tua ameaça de ostracismo
revelou-se, pois, levada a cabo.
descabido fruto do cinismo
a condenar-me, fora eu diabo.

calo-me. alternativa ao pranto.
inútil é dar-me ao desespero
se, desesperado, me ataranto
com meu inócuo destempero.

corte profundo, lobotomia...
inércia. que me faz mais forte.
necessária pausa na agonia
que vez em quando brinda à minha morte.

tostines

19 de dezembro de 2011

ninguém responde por mais que eu questione
(há tantos anos me mantenho curioso)
se a saudade é combustível do insone
ou a insônia alimento do saudoso...

01/12/11

1 de dezembro de 2011

meu anjo, meu doce,
minha amiga,
parceira na labuta,
companheira de luta,
boa de briga.

sempre musa.

mudou a vista.
o que era praia,
virou Paulista.

mudou, bastante, a geografia.
mas não há de sumir,
nem morrer,
a poesia.

por que morreria?

são só os melhores desejos...
um bem querer sem fim,
um mundo perfeito,
que trago no peito,
dentro de mim.
e é ele que eu quero que aconteça
na tua cabeça,
no teu dia-a-dia.

uma vida de conquistas,
mas em harmonia.
e que cada passo teu,
junto ou não do meu,
encontre alegria.
que nunca mais haja dor,
só exista amor, amor e amor.
e que o carinho a te cercar seja tanto
que tenhas certeza que vem de Deus
esse acalanto.

que possas escolher,
que possas fazer,
ter
à disposição,
coisas que te preencham a alma,
a mente,
e o coração.

que viver feliz pra sempre seja o teu lema!
que se mantenha perene a sensação de paz.
e que teu único problema, teu mais terrível dilema,
seja escolher o sabor do teu häagen-dazs!

Dez

22 de novembro de 2011

E de repente, não mais que de repente
Aos vinte e três dias de novembro,
Como se fosse hoje, bem me lembro,
Veio ao mundo o meu melhor presente.

Nos meus braços, uma dádiva divina
Tão frágil, tão forte. Tão linda. Tão minha.
Eu era pai daquela menininha...
Apaixonado por Ana Carolina.

Muitos sonhos, desejos. Muitos planos,
Uma vida nova, uma estrada mais bonita,
Em cada abraço, alegria infinita,
Com a minha moça, hoje com dez anos.

na morada

10 de novembro de 2011

não sei se sinto o que sinto
por vaidade ou instinto
ou se por medo do nada.
mas o que é fato inegável
é que mesmo que instável
meu peito é tua morada.

Foucault

12 de outubro de 2011

Tuas sagitarianas coxas, são lindas.
Tuas mãos em minhas mãos, são bem-vindas.
Amo teus modos. Teus traços.
Amo teus caminhos. E teus passos.
Largaria outros sonhos pra trás,
Perderia o juízo. E a paz.
Deixaria de ser o que sou...
Para ser o seu livro do Focault.

180 dias

31 de agosto de 2011

difícil é resistir a te dar mais um poema,
fingir que a distância não é problema
e que não encontro saudade
em cada canto quieto dessa cidade.
difícil é cessar o verbo,
cassar o verso,
calar.
difícil é te amar.
mais ainda é parar,
é uma espécie de vício
que sempre volta ao início.

é uma espécie de hospício
de só um louco.
difícil é pouco.
é mais que isso,
é o inferno.
angustiante.
bem pior que o de Dante.

difícil é tirar você da cabeça,
por incrível que pareça,
depois de todos esses dias,
de todas as poesias
ainda há muito de você dentro de mim.

não era pra ser tão difícil assim.

trova tuiteira 100

30 de agosto de 2011

pela pele branca, encadernada,
correm versos em lágrimas roxas.
como já correu, apaixonada,
a minha mão pelas tuas coxas.

trova tuiteira 099

20 de agosto de 2011

saudade é grito calado,
velado, que ninguém escuta.
saudade é alma do fado,
é foda. é filha da puta.

trova tuiteira 098

15 de agosto de 2011

te amo muito. muito mais que posso.
te quero tanto. mais que deveria.
quisera o amor meu pudesse ser nosso
e esse amor, infinda poesia.

guardo

12 de agosto de 2011

Perdoe-me amor, se ainda não digo
Palavras bonitas que contem o que sinto.
Quero dá-las a ti, mas falta-me instinto.
Calo-me e guardo-as. Só porque não consigo.

trova tuiteira 097

10 de agosto de 2011

você dispara. qual tiro.
e nos separa. eu choro.
mas depois para. eu piro.
se não repara, adoro.

trova tuiteira 096

3 de agosto de 2011

o twitter, quem diria,
é a única janela
em que, dia após dia,
cá de longe, vejo ela.

basta. porque não basta.

22 de julho de 2011

é o excesso de palavras que me cala
e a abundância de amor que me afasta.
eu te dedico o meu silêncio que te fala
que amar sem ser amado já não basta.

trova tuiteira 095

6 de julho de 2011

E quando a gente acorda, já é julho.
Lá fora a noite abriga a brisa fria.
Cá dentro tem amor e poesia
Pra te dar, se deixar o teu orgulho.

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